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Pesquisador quer mais Unidades de Conservação na Bacia do São Francisco

Para garantir a proteção da Bacia do Rio São Francisco é necessário investimento na criação de novas Unidades de Conservação (UCs).

Para garantir a proteção da Bacia do Rio São Francisco é necessário investimento na criação de novas Unidades de Conservação (UCs). Atualmente, em uma extensão de 645 mil quilômetros quadrados, existem apenas 14 UCs federais de proteção integral e 29 estaduais, localizadas principalmente em Minas Gerais. As unidades federais de Conservação Sustentável são 12 e as estaduais somam 28.

O número é considerado muito baixo pelos técnicos que participam da 2ª Oficina de Acompanhamento do Programa de Revitalização de Bacias Hidrográficas. Segundo o analista ambiental, João Carlos Oliveira, do Departamento de Áreas Protegidas, o objetivo é ampliar o número de UCs na bacia, para que alcance pelo menos 10% de proteção integral de toda a extensão da bacia. "Para se chegar a este ponto, será necessária a criação de pelo menos mais cinco milhões de hectares de Unidades de Conservação", disse.

O alerta foi feito durante a programação da oficina que debate sobre gestão, recuperação e proteção dos recursos naturais das regiões onde estão localizadas as bacias brasileiras. O Ministério do Meio Ambiente é coordenador do Programa de Revitalização de Bacias Hidrográficas em âmbito nacional.

O objetivo do encontro é o de compartilhar informações quanto às ações em andamento no âmbito das 12 regiões hidrográficas brasileiras; além de buscar integrar os diversos órgãos do Governo Federal, parceiros que atuam nas respectivas bacias para o desenvolvimento de ações transversais do Programa de Revitalização.

A proposta é iniciar o processo de discussão de uma agenda comum de trabalho, de forma a efetivar e potencializar os resultados alcançados com essas ações. Os resultados obtidos servirão ainda para subsidiar o Plano Decenal da Bacia do Rio São Francisco.

Uma outra pesquisa que vem sendo desenvolvida na bacia do São Francisco refere-se à conservação da fauna e ao monitoramento da biodiversidade. O trabalho realiza-se desde 2005 com foco principalmente em espécies ameaçadas de extinção, entre aves e mamíferos. No rol dos problemas detectados pelos pesquisadores está a perda de hábitat, a expansão antrópica (relacionada à ação do homem) e à remoção da cobertura vegetal.

Entre os animais considerados como em risco de extinção estão os primatas Guigó e macaco do peito amarelo e os carnívoros onça pintada e o lobo-guará. Entre as propostas apontadas como solução está a criação do Parque Nacional do Boqueirão da Onça, a criação do Corredor da Onça.

Nesta quarta-feira (5) serão debatidos assuntos como economias sustentáveis, fortalecimento institucional socioambiental, saneamento, controle da poluição e obras hídricas. No final do dia, será feito um panorama geral do programa de revitalização. Serão debatidas as bacias hidrográficas do Alto Paraguai, Paraíba do Sul, Parnaíba, Sino e Tocantins/Araguaia.

Fonte : Suelene Gusmão/ MMA

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